domingo, 2 de agosto de 2009

- 1 dia

Os dias passaram a correr. Já faltam poucas horas para a partida e tudo está preparado: reservas em alojamento, expedições, avião e mochilas, claro está! Algum nervosismo? Talvez sim. Afinal, será o primeiro contacto com uma cultura diferente da ocidental. Porém, tudo irá correr bem, estou certo, e do contacto com a cultura jordana não se esperam senão enriquecimentos pessoais.
Até às próximas notícias, espero que da Jordânia!

terça-feira, 21 de julho de 2009

- 13 dias


Hotel em Petra: Check!

A grandiosa Petra aguarda-nos há mais de dois mil anos. E para não sermos apanhados desprevenidos e podermos dar-lhe toda a atenção que ela merece, já temos alojamento reservado em Wadi Musa. É só chegar e deixarmo-nos maravilhar!

Mais fotos, quando forem as minhas.




segunda-feira, 20 de julho de 2009

- 14 dias



Wadi Rum camel tour and desert overnight camping: check!
A experiência única de passear no deserto está confirmada. Um guia que, pelo menos via mail, pareceu muito solícito aceitou ser o nosso cicerone no deserto de Wadi Rum. O deserto onde Lawrence da Arábia (e também Peter O'Toole) andou será a primeira experiência de andar de camelo, de saborear o silêncio absoluto do deserto e, espero eu, de comtemplar um céu estrelado até mais não. Alguns dos locais mais emblemáticos e um acampamento bedouin-style em pleno deserto aguardam-nos!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

- 21 dias



Alojamento na Mujib Nature Reserve: check!

A 21 dias, uma das etapas parece estar garantida... pelo menos o alojamento. O transporte até lá vai permanecer uma incógnita até ao próprio dia. Nada como uma certa dose de improviso para não se cair na monotonia de levar tudo preparadinho! E as imagens prometem!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

- 25 dias


Itinerário geral: check!


A 25 dias já está definido o itinerário geral da expedição de Agosto. Parece-me esta ser uma boa ocasião para desvendar o grande destino 2009: Jordânia, a terra por onde o Indiana Jones cavalgou e enfrentou nazis; a terra por onde Peter O'Toole encarnou Lawrence da Arábia; a terra por onde até os Transformers andaram recentemente!

O itinerário previsto neste momento:

1. Amã
2. Jerash
3. Madaba
4. Wadi Mujib Nature Reserve
5. Karak
6. Dana Biosphere Reserve
7. Petra
8. Wadi Rum
9. Aqaba

Irão todas concretizar-se? Oxalá!

sábado, 4 de julho de 2009

- 30 dias


Passaporte: Check!

Ir à Loja do Cidadão meia hora antes de fechar foi, surpreendentemente, uma óptima estratégia para levantar o passaporte: não havia ninguém e o Lince só teve de retirar um ticket como pro forma. Sem as confusões de sábado de manhã apanhadas na semana passada para o fazer, o cenário praticamente deserto era irreal.
Feitas as contas, a 30 dias da partida já nada me impede de ir de férias.

Countdown: -31 dias

Bilhetes: check!

Depois de tantas semanas de ausência, o Lince regressou. Ainda não está extinto.
Foram semanas intensas, mas de pouca exposição na Lura. A contagem decrescente parece um óptimo pretexto para o regresso.
Qual advento natalício em que em cada dia nos aproxima do grande dia, a 3 de Julho começou a contagem para o início da grande (primeira) Aventura extra-europeia. A 3 de Julho faltavam 31 dias para a partida.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mais uma do Philip Glass no cinema

Sei de uma pessoa que vai gostar desta música. Mais alguém?





domingo, 4 de janeiro de 2009

Cromos de Portugal - Prontos e urgências


"Porque os nossos governantes têm... prontos... e nós não temos!" Eis a pérola com que nos brindou uma senhora que protestava supostamente contra o fecho das urgências de Estarreja. Mais um momento de brilhante jornalismo a que já devíamos estar habituados? Não! Foi com certeza propositadamente que esta civil alertou o país para uma outra situação de injustiça que grassa impune: o facto de que os nossos governantes têm Prontos e o povo não. Afinal que país vem a ser este em que, perante a crise que se vive, os cidadãos têm de se contentar com produtos de marca branca para limpar o pó de suas casas enquanto os governantes se refastelam com produtos de marca? Ainda bem que existem na nossa televisão estas oportunidades de expressar a revolta e a indignação! Impõe-se agora perguntar: para quando uma reportagem de investigação sobre os desprovidos de Fairy ou os despojados do Skip? Sim, porque também desses os nossos governantes terão, com certeza e em grandes quantidades, enquanto que em algum recanto do nosso Portugal populações inteiras devem sofrer por não os poderem ter!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Lince foi à neve!

Em fim-de-semana de retorno às origens, o Lince foi recebido nos braços da Serra-mãe com um horizonte pintado de branco que se manteve sempre ali, a lembrar que o Natal já não está assim tão longe. É um espectáculo familiar, mas que nunca cansa. Oxalá daqui a 23 dias a neve torne a visitar-nos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Originalidade

- Ó Fonseca! O Natal já está quase aí e temos de começar a pensar nas decorações da cidade.
- Com certeza, Sr. Presidente! O que acha de tornarmos a pôr a maior árvore de Natal da Europa nos Aliados? Dois anos seguidos! Isso é que era, para aquele pessoal da Mouraria não achar que só eles é que a tiveram dois anos seguidos!
- Naaaa! Fonseca, não me parece que valha a pena repetir a tentativa do ano passado. Andámos para aqui a vangloriar-nos que tínhamos a maior da Europa (árvore, entenda-se) e depois constou por aí que na Roménia tinham uma ainda maior. Para não corrermos riscos, acho que
este ano devemos ser originais.
- Claro, claro, Sr. Presidente. Excelente ideia! Então se não é um pinheiro de Natal, o que havemos de colocar para embelezar a sala de visitas da cidade nesta época natalícia? Com certeza, algo que se relacione logo com o Natal... Que há-de ser? Assim de repente, se não for pinheiro... Já sei: um presépio! Vamos colocar um presépio todo moderno feito com luzes, que há-de ser o maior da Europa.
- Hmmm, talvez resultasse, mas podíamos pensar noutra coisa...
- Bom, a seguir a pinheiro e presépio, associo logo ao Natal o Pai Natal ou simplesmente estrelas. Que acha, Sr. Presidente? O maior Pai-Natal-a-entrar-numa chaminé da Europa nos Aliados. Ou a maior estrela de Natal da Europa!
- Talvez devêssemos ser mais originais ainda para que não poder mesmo haver ninguém a copiar-nos, Fonseca.
- Deixe cá ver... além de pinheiros, presépios, pais natais e estrelas, o azevinho ou os embrulhos ou o floco de neve vêm logo à cabeça quando se pensa na época natalícia.
- Espere aí, Fonseca, já sei! Um sino!! Toda a gente associa o Natal aos sinos e faz sempre parte das decorações natalícias. Os sinos até se vêem e ouvem por todo o lado! Aposto que ninguém mais se vai lembrar de fazer um sino gigante em vez de um pinheiro de Natal na praça principal de uma cidade. Nem os romenos! Não lhe parece uma óptima ideia, Fonseca?
- Óptima... ideia... Hmmmm, claro, Sr. Presidente, claro. Evidentemente, um sino gigante! Como é que não me lembrei disso? E até já sei o que poderemos pôr no próximo ano para sermos originais, um Coelho da Páscoa! Ou simplesmente, sei lá, um pneu gigante!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Cegueira

Estreia em breve em Portugal (finalmente!) o tão aguardado filme de Fernando Meirelles adaptando o Ensaio sobre a Cegueira. Houve, parece, hoje uma apresentação do filme com direito a presença do realizador e do próprio Saramago (até podia dizer "... do próprio Saramago, autor do livro que deu origem ao filme", mas para quê querer armar-me em espertinho se é para dizer o que toda a gente já sabe...). Também nem vale a pena dizer que a apresentação foi em Lisboa; já toda a gente sabe que tudo acontece na capital e mai' nada!

Bom, mas o que trouxe o Lince à lura hoje nem é tanto a estreia do filme (aguardado por estes lados com grande expectativa... a Sra. D.ª Julianne Moore é uma senhora!), mas principalmente a forma como a notícia é veiculada nas notícias. Grande pompa com directos para a sala de espectáculos e tudo.

Até aqui, tudo normal, não fosse este o país onde a televisão acha qualquer coisa digna de directos com "entrevistas" de repórteres com perguntas sempre tão inteligentes e enriquecedoras para o espectador como a de perguntar aos infelizes que ficaram com as vidas destruídas por um incêndio "então e como se sente?".

Mas o golpe de génio dos nossos jornalistas no respeitante à estreia deste filme (era aqui que queria chegar) é mesmo a forma de se referirem ao filme. Por uma vez que um filme americano é adaptado de uma obra literária portuguesa e onde, portanto, não há a menor hipótese de se errar na tradução (retroversão?) do título, é mesmo necessário dizerem "Blindness" por tudo e por nada? Será assim tão difícil dizerem "Ensaio sobre a Cegueira"? É assim que toda a gente se refere ao livro desde que ele existe, e agora tem de se dizer "Blindness"? É mais chique, querem ver?

Que raio de cegueira afecta este país, onde nem o que é nosso escapa a ser tratado com expressões inglesas.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Gosta de criancinhas?

É verdade que o Lince nunca leu o jornal Sol (só o logo basta para assustar até o mais feroz dos felinos!), mas constou-lhe que era um jornal de esquerda. Seja ou não, havia alguma necessidade de virem para as ruas afirmar que é "o jornal que gosta das crianças"? Andava o mito de que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço tão bem sossegadinho, que já quase ninguém se lembrava disso, e vêm estes azelhas agora trazer tudo novamente ao de cima, espalhando por todo o lado que gostam de crianças?

domingo, 5 de outubro de 2008

Tardes de Outono

Talvez o Verão já tenha mesmo ido embora de vez, mas ainda nos vai presenteado com umas tardes solarengas o suficiente para permitirem ao Lince uma agradável e despreocupada sesta no quintal, à sombra do azevinho. Ah, estas tardes sossegadas são tão boas que até diminuem a neura de fim de fim-de-semana...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Premiere: the End?

O Outono chegou e fez-se anunciar com toda a solenidade que julga merecer (convencido): grande chuvada logo pela manhã, para semear o caos no trânsito e, pior, para obrigar o Lince a apanhar uma molha monumental.

Mas alegrai-vos, saudosos do Verão! Rejubilai, molhados mártires do Outono!

Neste dia em que o Sol ameaçava desaparecer, surge uma razão para encarar a época que se avizinha com optimismo. Anuncia-se o regresso às bancas da revista que há um ano desapareceu, deixando este Lince órfão das leituras que fazem das idas ao cinema uma experiência completa. A confirmar-se o regresso da Premiere (tudo indica que sim, mas só fico descansado quando a tiver na minha posse) pelas mãos da mesma equipa que no-la entregava mês após mês (embora através de outra editora), tardes cinzentas e noites de chuva prometem voltar a ser agradáveis, pelo que representam de idas ao cinema motivadas por tão fundamental bíblia!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sabores dos Himalaias

Como acabar a semana da melhor maneira? Para já, com um rico jantar no restaurante nepalês "Monte Everest", em Matosinhos. Pois é, o Lince armou-se em exótico e foi (mais uma vez) ver o que os Leopardos das Neves costumam degustar...

A decoração do espaço pode ser um pouco a dar para o etno-kitsch (mas sem isso nem metia piada...) e os empregados podem não ser os mais carinhosos (também não são grosseiros... são, digamos, reservados), mas a comida é saborosa e, sem mais nenhuma razão em especial, é um restaurante onde o Lince gosta sempre de voltar. Talvez seja o desafio de, com alguma simpatia e boa disposição, conseguir fazer desenhar-se um sorriso no rosto daquela senhora nepalesa que nos recebe sempre com o mesmo ar ausente de quem tem preocupações, trabalho e saudades do seu país a mais.

O restaurante caiu-me bem e cai-me sempre bem de cada vez que volto. E recomendo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Manifesto de admiração

Esta senhora é verdadeiramente colossal. Não é pelo tamanho, que ela está bem elegante para os seus 59 anos, mas por mais um papel - o 58.º de uma carreira iniciada ainda o Lince não miava neste mundo - em que supera os seus limites e prova (mais uma vez) que não há registo em que não consiga sair-se bem. Desta vez, Meryl Streep (faça-se a devida vénia) deslumbra em Mamma Mia!.

É um musical? É, e nem toda a gente gosta, como se sabe. Adapta um musical da Broadway criado a partir das músicas dos ABBA? Adapta sim senhor, e nem toda a gente gosta dos ABBA, é verdade. Mas tem esta actriz fabulosa que muita gente apelida de "a melhor actriz do seu tempo" no papel principal, o que só por si torna indispensável ver este filme (o verbo devia, na verdade ser substituído pelo viver, tal é a boa disposição que dele se desprende e contagia toda a assistência!). O título que muitos atribuem a Meryl pode não ser unânime, mas para o Lince é indiscutível (a Nathalie Portman que tenha paciência, mas a vez dela chegará um dia, com certeza). Fica o manifesto, uma vez mais entre tantas outras, a admiração pelo seu trabalho e pelo seu talento... até tornar a deslumbrar no seu próximo filme.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Viagem ao passado II

Hoje, no regresso à lura, o Lince captou no ar um aroma familiar, ainda que em lugar estranho. O adocicado perfume da relva acabada de aparar. De imediato, o Lince foi transportado para outro espaço, o de uma infância despreocupada noutra lura, e para um outro tempo, o de há vários lustros atrás. O tempo em que um relvado não era só um relvado, mas todo um universo de brincadeiras, solitárias ou acompanhadas. Em que um relvado era uma pista nunca igual para carrinhos correrem por entre tufos de relva ou uma selva por desbravar com inúmeros perigos à espreita, onde as aventuras forjavam laços de companheirismo com amigos que o tempo e o espaço (o espaço, o espaço...) trataram de apartar.
Subitamente, um outro odor, o de um guisado vindo de uma qualquer janela da rua, arranca o Lince de um campo de memórias em que se vai já perdendo. Tudo é de novo o presente de 2008, o presente de um Lince adulto onde a magia parece por vezes não existir. Mas não, ela está ainda por aí! Feita de pessoas e momentos que se cruzam comigo e que preenchem a vida.

domingo, 31 de agosto de 2008

Hellboy


Pois é, o Lince raramente consegue dizer que não a um filme baseado em personagens de comics, especialmente se gostar mesmo das personagens em questão. É o caso do filme do Hellboy II: O Exército Dourado.

Um blockbuster de Verão repleto de acção tendo um pano de fundo meio sobrenatural, diriam alguns. É verdade. Mas até o Lince precisa de um filme neste registo de vez em quando (ok, este ano já foram o Hulk, o Iron Man, o Dark Knight e agora este, mas tem valido a pena).
O Hellboy é um filme de super-heróis que transpõe para o grande ecrã de forma exímia o ambiente que o criador da personagem - Mike Mignola - soube criar nos livros. A um enredo a que não falta nenhum dos ingredientes que fazem as delícias dos leitores dos livros do Hellboy (até porque o próprio Mignola é co-argumentista do filme), soma-se o delírio visual de Guillermo del Toro que conhecemos, por exemplo, do primeiro filme do Hellboy (2004) e, principalmente, do Labirinto do Fauno (2006). Seja pelas cenas de acção, seja pela envolvência mística e fantástica ou pelas próprias personagens que, de tão inauditas, despertam de imediato a curiosidade, além de que são bastante bem desenvolvidas, este é um filme que recomendo ver (perdoem-se apenas os maneirismos exagerados e irritantes do Princípe Nuada - se era essa a intenção, então foram bem sucedidos. O conselho é válido tanto para quem conhece de antemão o mundo de Hellboy, como para quem não conhece.

E de caminho, dêem uma olhadela aos livros de banda desenhada já editados em português, que valem bem a pena.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A febre


A febre do Heroes voltou à lura.
Oito meses depois de ter recebido a 1.ª temporada em DVD recheadíssima de extras, eis que chegou a hora de explorar com a calma devida (a que é possível, pois a vontade de ver "só" mais um episódio é sempre muita) esta série fabulosa que narra de forma muito verosímil o surgimento, na Terra, de pessoas com talentos especiais, que poderíamos chamar de superpoderes.
Aproximando-se muito do universo dos comics americanos de que o Lince é incurável apreciador, esta série torna-se um objecto de arte televisiva americana a ver, na medida em que apresenta um enredo intrincado, que sabe manter o suspense no final dos episódios como poucas, e na medida em que as personagens são credíveis (especialmente por não passarem a usar collants azuis com cuecas vermelhas por cima de um dia para o outro só porque descobrem possuir poderes): são mesmo seres humanos como nós, que são confrontados com descobertas sobre si que nem sempre são bem-vindas e nem sempre vêm facilitar-lhes a vida (como nós também ao longo da vida) e que têm que aprender a (sobre)viver com isso.

E como está na hora de mais um (dois, três...) episódio, o Lince fica por aqui.